Depressão – o mal do século 

Atualmente, a palavra depressão vem sendo muito usada e falada, porém muitas pessoas que já passaram por momentos perturbadores em sua vida de tristeza profunda, não tinham o consentimento de que estavam realmente deprimidas e provavelmente acharam que estavam somente com humor triste.

Geralmente, a depressão é uma resposta a acontecimentos ruins no passado e a perdas atuais. Essa doença psíquica se caracteriza por afetar o sistema nervoso central, alterando o humor e a maneira da pessoa lidar com sentimentos diversos relativos à afetividade. A depressão foi motivo no aumento da procura em serviços de saúde mental e a principal causa de morbidade mundialmente.

Por ser um problema de saúde mundial, podemos refletir sobre a causa do aumento avassalador de pessoas deprimidas no século 21 e pensarmos qual o papel da sociedade diante disso. Preste atenção nos seguintes dados que virão, a seguir:

  • No século 20, menos de 1% da população sofria de depressão durante alguma fase de sua vida.
  • Em meados do século, entre os nascidos na década de 50, 6% da população sofria de depressão antes dos 30 anos.
  • Hoje em dia, estima-se que 1 em cada 5 pessoas ou 20% da população, vai ter depressão em algum momento da sua vida.

Considerando a mudança nos dados estatísticos, a depressão deve ser melhor investigada, pois é a segunda doença mais debilitante do mundo em comparação a outros problemas de saúde e pode acometer qualquer pessoa.

Sabendo que a depressão pode ser identificada e tratada, por que deixar essa doença tão debilitante passar desapercebida? Por que a depressão está sendo produzida em larga escala? O que estamos fazendo? Certas perguntas devem ser feitas para que “o mal do século” não continue aumentando, pois a depressão é a principal causa de suicídio.

O maior número de pessoas deprimidas se encontram no Japão, e também é o país em que as pessoas trabalham literalmente até morrer, ou seja, muitos japoneses não aguentam a sobrecarga de horas de trabalho e se suicidam diante de tamanha tristeza vivida por eles. As empresas japonesas exigem muito de seus empregados e o sentimento de fracasso acaba se tornando inevitável em alguma hora.

Diferente do Ocidente, na cultura japonesa desde os samurais, o ato do suicídio é visto como um ato honrado e também não julgam os suicidas como pessoas frágeis.

O motivo principal do aumento nos casos de depressão ainda é desconhecido. Porém, podemos pensar desde já, no seguinte fator, talvez atualmente haja uma conscientização maior sobre a depressão e também ao acesso à saúde pública, o que leva o aumento nas queixas diante dos sintomas, mais pessoas diagnosticadas e maior demanda de tratamento.

Por outro lado, mais informações sobre a doença vem levando uma certa generalização onde tudo se encaixa como depressão, problemas leves, graves e até mesmo questões relativas a vulnerabilidade humana se tornam uma única coisa. Assim, a depressão se torna um termo abrangente demais e o uso de antidepressivos disparam junto, enriquecendo a indústria farmacêutica.

Pessoas podem ver um filme do gênero drama e depois dizer que o filme deixaram elas deprimidas, expressões desse tipo são agora comuns de ouvir e são usadas de forma habitual na linguagem, o que significa na verdade que a pessoa só se encontra abatida pelo filme e nada mais.

Um dos significados associados a depressão vem atrelado a falta de produtividade, isto é, pessoas deprimidas não geram dinheiro. Em épocas de crise econômica, a saúde mental é muito abalada. As altas taxas de desemprego desde 2008 na Grécia, aumentou drasticamente os casos de depressão e suicídio. Havendo um suicídio a cada 18 horas e uma tentava de suicídio a cada 45 minutos! Os dados reais podem ser ainda maiores, pois a Igreja Ortodoxa condena o suicídio, por isso nem todos são declarados.

A situação econômica frágil reflete em sentimentos de desespero, desamparo, vergonha, sensação de incapacidade para cuidar da família e de que nada será como como antes, vendo o suicídio como a única saída.

Quem está deprimido, tem que sempre tentar entender que isso não é simplismente uma questão de fraqueza pessoal, e sim um problema muito maior que está atingindo muitas pessoas e não apenas você nesse momento. Isto é algo que infelizmente está sendo comum, então evite pensar e se sentir diferente à maioria.

Temos que nos questionar e termos uma postura crítica sobre tudo que nos cerca e não continuar somente aceitando essa mudança como incontestável. A natureza humana não mudou, mas a sociedade só vem exigindo eficiência e produtividade da gente. Com isso, não permitimos aprender e tolerar mais os sentimentos ruins, que são inevitáveis na vida de qualquer humano, como a: melancolia, tristeza e angústia que já recorremos a fórmulas farmacêuticas sem devida prescrição e generalizadas.

 

A minha intenção não foi fazer um post explicativo sobre essa doença, e sim construir uma relação entre a depressão e as mudanças sociais, econômicas e diferenças culturais. Quem estiver interessado em saber mais informações sobre a doença depressão, pode entrar em contato comigo.  

Referência – Documentário ”A Fábrica da Depressão”

Imagem – Google 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários sobre “Depressão – o mal do século 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s