Os cinco papéis da família disfuncional – Satir

Você já pensou que pode estar exercendo um papel dentro da sua família que não condiz com o seu verdadeiro “eu”? Caso você não saiba, esse fenômeno é bastante comum em famílias disfuncionais. Quem observou isso, foi a psicoterapeuta Virgínia Satir.

Conforme nos relacionamos com nossos familiares, nós aprendemos a reagir de determinada maneira. Nossas reações moldam um papel que exercemos principalmente quando estamos sob estresse. Esse papel domina nosso verdadeiro “eu”, e esse aprendizado nos acompanha até a fase adulta. A família funcionaria como uma “fábrica” onde as pessoas são feitas. Sendo assim, a família que molda nossa personalidade.

Uma família funcional (saudável) demonstra um afeto recíproco, onde cada membro possui um olhar amoroso e positivo aos demais. Porém, como existem muitas famílias problemáticas, a realidade acaba não funcionando assim. Na maioria das vezes, os membros familiares perdem a capacidade de expressar suas emoções e sentimentos de forma aberta aos demais, produzindo uma personalidade “encenada”, ou seja, as pessoas deixam de ter uma identidade autêntica.

Segundo Satir, essas personalidades encenadas dão lugar aos cinco papéis mais vistos no contexto familiar disfuncional, são eles:

ACUSADOR – sempre encontra uma falha e gosta criticar, apontando o erro que ele enxerga no familiar ou na família. O acusador faz isso para esconder sentimentos de desmerecimento, por isso que esse papel reage atacando.

COMPUTADOR – seria aquele familiar com um ar intelectual, fechado, bem distante e frio. Ele se esconde em questões intelectuais para não admitir e expressar seus próprios sentimentos.

DISTRAIDOR – quem faz de tudo para desviar a atenção das questões emocionais e difíceis da família. Geralmente são os mais jovens dos membros e acreditam que apenas serão amados se forem fofos e inofensivos.

APAZIGUADOR – aquele que pede desculpas o tempo todo, mesmo quando não é culpado, o bonzinho que deseja agradar a todos pelo medo da reprovação.

NIVELADOR – o sincero que se comunica de maneira honesta e aberta, o mais diplomata, aquele que busca enfrentar e resolver os problemas na família.

O nivelador seria o membro com a personalidade mais sadia, pois se expressa de maneira coerente que corresponde à sua verdadeira identidade. Os demais adotam uma identidade para não expressar seus verdadeiros sentimentos por sentir vergonha, possuindo baixa autoestima.

De certa maneira, pode ser que os cinco papéis ajudem a família a se relacionar, até porque como vimos anteriormente, essas personalidades moldadas foram aprendidas com o passar do tempo, mas, mesmo assim, acaba se tornando algo disfuncional, pois não permite que a pessoa se expresse e se comporte como ela realmente é.

Portanto, assumir uma comunicação direta e franca é a única forma de se livrar dessa falsa identidade. Para Satir, o amor e a aceitação são as forças que tem o maior potencial de curar qualquer família disfuncional, promovendo vínculos fortes e complacentes entre os familiares.

Curando a família, eu curo o mundo.

Satir

Você se reconheceu em algum desses cinco papéis? Compartilhe com seus familiares e dialoguem sobre isso ;) Se você gostou do post, deixe o seu like ou comentário para mim. Bjs!

 

Imagem – Pinterest

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