O Caminho do Estresse no Trabalho

O estresse pode ser vivenciado de diversas maneiras de acordo com a idade e personalidade de cada pessoa, uns vão se queixar do cansaço gerado pelo aumento da demanda de trabalho e pela carga horária extensa; os empregados mais velhos podem sentir a falta da estabilidade que antigamente garantiam ao trabalhador; outros podem se sentir estressados pela dificuldade de equilibrar as responsabilidades da vida pessoal com a profissional.

ESTRESSE é uma condição dinâmica na qual um indivíduo é confrontado com uma oportunidade, limitação ou demanda em relação a alguma coisa que ele deseja e cujo resultado é percebido, simultaneamente, como importante e incerto.

Tudo na vida tem os dois lados, não é mesmo? E o estresse não é diferente. Embora, seja discutido dentro de um contexto negativo, ele não é necessariamente ruim, podendo sim, ter seu lado positivo. Se você usar o estresse para dar o máximo de si mesmo, como uma forma de crescimento profissional e pessoal, encare-o como um desafio, assim você abre a possibilidade de conseguir um bom desempenho, uma promoção, maiores responsabilidades e o aumento de salário. Mas, isso só ocorre quando é oferecido um potencial de ganho, ou seja, o estresse aqui passa a ser interpretado como uma oportunidade e não uma barreira.

O QUE TORNA O ESTRESSE REAL? São duas condições: a incerteza em relação ao resultado e a importância que você dá para isso. Quando se duvida que uma oportunidade pode ser bem aproveitada, se as limitação serão superadas e a perda será evitada, entra aí, o estresse. Ou seja, aqueles que não sabem se irão perder ou ganhar, e os que se importam muito com o fator do resultado, serão os mais estressados.

QUEM SÃO OS MAIS TRANQUILOS? São as pessoas que tem certeza que irão falhar ou vão atingir o seu objetivo. Existem também, aquelas que não se importam com o resultado, por exemplo, se manter no emprego ou receber uma promoção não é relevante para ela, não haverá então, a preocupação em relação ao seu desempenho.

Abaixo, vamos falar sobre os fatores do estresse que costumam ser cumulativos, intensificando o nível de desgate no desempenho do funcionário.

FATORES EXTERNOS

A incerteza econômica e política do país; as inovações tecnológicas; o baixo grau de autonomia do funcionário; as condições de trabalho e ambiente físico ruins, como: trabalhar em uma sala muito cheia ou em um lugar público onde as interrupções são frequentes; os conflitos entre os diferentes papéis dos empregados; a sobrecarga que um empregado sofre quando é solicitado que faça mais coisas do que o tempo permite; a falta de apoio social por parte dos colegas; o número grande de regras e pouca abertura na tomada de decisões; falta de plano de carreira; chefes que exigem alto desempenho a curto prazo, são muito rígidos e demitem funcionário rotineiramente, transmitem medo, ansiedade e tensão.

Lembrando que toda organização passa por um ciclo. Elas crescem, ficam estáveis e declinam. A fase de crescimento da empresa gera grande excitação e incertezas, enquanto o declínio gera demissões, e outras incertezas. A fase em que as empresas se encontram estáveis é menos estressante para os funcionários.

FATORES INTERNOS

São os fatores da vida pessoal do funcionário. Eles incluem questões familiares, problemas econômicos e características de personalidade.

Pessoas que se importam muito com a família e com o relacionamento pessoal, quando passam por dificuldades nesses relacionamentos, dificilmente deixam isso de lado na hora do trabalho; Funcionários que gastam mais do que recebem em salário, têm também a atenção desviada durante o trabalho; Pessoas que tendem a enxergar apenas o lado negativo das coisas, levam a concluir que os aspectos estressantes do trabalho tem origem nelas mesmas, devido à sua personalidade.

ASPECTOS INDIVIDUAIS

São as características vistas em determinadas pessoas que são capazes ou não de moderar o estresse, isto é, aquilo que diferencia a reação das pessoas quando lidam com estresse, aquelas que se abatem ou não.

Já discutimos que a PERCEPÇÃO que você tem sobre o fator estressante, ou seja, a interpretação sendo positiva ou negativa, que vai determinar o seu comportamento emocional frente à isso, ok? Agora, vejamos as outras características…

EXPERIÊNCIA DE TRABALHO, os empregados mais antigos da empresa tendem a ser os mais resistentes ao estresse.

APOIO SOCIAL, a relação amigável com os colegas e chefes tem o potencial de amenizar o impacto do estresse sobre você.

Os funcionários que possuem um CENTRO DE CONTROLE INTERNO tem a crença de que podem controlar seu próprio destino e de que exercem uma influência grande sobre o resultado, controlando a situação estressante. Já os que possuem CENTRO DE CONTROLE EXTERNO, acreditam que sua vida é controlada por forças externas e ao se confrontar com o evento estressante, tem uma postura mais passiva e se sentem desamparados, sendo os mais estressados.

A AUTO-EFICÁCIA é a convicção de que o indivíduo é capaz de realizar qualquer tarefa, a grande confiança que possui em si mesmo, torna o estresse mais reduzido.

Pessoas que possuem uma PERSONALIDADE COM ALTO GRAU DE HOSTILIDADE E RAIVA são os mais estressados e com risco de problemas cardíacos, elas aumentam o estresse de forma significativa, pois se irritam com facilidade e demonstram desconfiança em relação aos demais colegas.

 

Por hoje é só, pessoal! Se você curtiu o tema do post, dê o seu like ou comente e espere pelos próximos *•* Até mais! 

 

 

Imagem – Pinterest 

 

 

 

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