Bulimia

Bulimia nervosa (BN) é um transtorno alimentar caracterizado pela ingestão compulsiva de alimentos, seguida geralmente de vômitos provocados pelo próprio indivíduo para evitar o ganho de calorias. Pessoas que possuem esse transtorno, estão sempre preocupadas com sua aparência.

O bulímico sente uma forte sensação de descontrole ao comer, os alimentos são ingeridos de forma secreta e rápida, às vezes até mesmo sem mastigar. A frequência do comportamento de induzir o vômito se torna espontânea, sem precisar colocar o dedo na garganta.

Portanto, a bulimia faz parte das compulsões. O indivíduo come “sem parar” para compensar sentimentos desagradáveis como a ansiedade, angústia, depressão, etc. Porém, o transtorno não para por aí, a bulimia vira um ciclo comportamental, ou seja, após a grande ingestão de alimentos, ocorre o pânico em engordar, a raiva, culpa e vergonha, desse modo, o indivíduo recorre ao uso de laxantes e diuréticos, jejum, exercícios físicos repetitivos, ou o mais comum, o vômito.

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Por que o vômito se torna tão recorrente? Porque depois do ato de vomitar, ocorre a sensação de bem-estar, devido ao aumento dos níveis de endorfina (hormônio que proporciona a elevação da auto estima, reduzindo sintomas depressivos e de ansiedade, além de manter o controle do apetite). Dessa maneira, antidepressivos podem ser receitados pela serotonina que está ligada à sensação de saciedade.

A causa da bulimia é desconhecida, o mais provável é que o bulímico sofre grande pressão social para ser magro, a causa disso é a influência que a mídia exerce sobre nós, para seguirmos um padrão de beleza inatingível. Durante séculos, o padrão corporal foi modificado, e com o avanço das técnicas em cirurgias plásticas, cada vez mais se torna acessível fazer uma transformação estética. Essa busca pela magresa produz estragos na mente e no corpo.

Dessa forma, agora você já sabe que a bulimia também é um distúrbio de imagem, o indivíduo não aceita o seu corpo ou percebe ele diferente da realidade. As mulheres no final da adolescência e jovens adultas, são as mais afetadas por esse transtorno. O peso do corpo de um bulímico aparenta ser normal, porém o comportamento dele não.

Dificilmente o paciente tem consciência de que está doente, ele não aceita advertências em relação ao seu comportamento e assim, se afasta dos amigos e família para conseguir realizar seu ritual durante as refeições. Pessoas próximas devem tentar conversar com a pessoa que sofre de bulimia, para que ela busque uma ajuda especializada. A avaliação psicológica é a mais adequada para descobrir essa doença.

A terapia familiar pode ser feita, pois além dos traços de personalidade serem responsáveis pelo perfeccionismo e compulsão, um ambiente doméstico muito crítico e rígido com expectativas que vão muito além, também contribuem para o aparecimento e piora do quadro de bulimia. Pacientes com esse transtorno costumam estar inseridos dentro de famílias com muitos conflitos e pouca união, seus pais são descritos como negligentes e se sentem rejeitados por eles.

Apesar de ser um distúrbio de base psicológica, as complicações são a longo prazo e aparecem no corpo, atingindo o intestino, garganta, pâncreas, coração, pele, dentes e gengivas, etc. Devido à dificuldade de controlar os impulsos, indivíduos com esse distúrbio precisam de tratamento o quanto antes, pois são mais propensos a terem outros transtornos como a dependência de substâncias, a cleptomania e outras compulsões, além do transtorno de ansiedade, depressão, automutilação e até mesmo o suicídio.

O processo da bulimia é doloroso para o paciente e para família, as recaídas acontecem, isso é normal. O tratamento deve ser multiprofissional com psicólogo, psiquiatra e nutricionista. Terapias devem ser experimentadas até achar uma que o paciente se adeque. A terapia cognitivo-comportamental é a mais aconselhada para desenvolver o autocontrole. O importante é não desistir, pois a bulimia nervosa é um distúrbio alimentar grave que pode ser fatal.

 

Imagens – Pinterest 

3 comentários sobre “Bulimia

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