Mães que Sufocam os Filhos

Mães protegem seus filhos de forma instintiva, porém a proteção deixa de ser saudável quando acontece de forma exagerada.

Com a intenção de querer sempre o melhor para o filho, a mãe pode se tornar superprotetora prejudicando o desenvolvimento dele nas descobertas do meio social (formação de amizades) e até mesmo no fortalecimento do sistema imunológico da criança ao ter contato com outras pessoas e assim criando defesas e resistências. Se a mãe não dá espaço para o filho descobrir sozinho as coisas, ela fará dele um adulto inseguro no futuro.

A mãe serve como um modelo de como a criança deve se relacionar e reagir diante do mundo. Quando ela é superprotetora, ela sufoca e limita as ações do filho, passando a sensação de que não acredita no potencial dele e isso gera a falta da autoestima. Esse tipo de mãe, não acredita que o filho possa fazer suas próprias escolhas e também não confia que ninguém é suficiente para fazer bem a ele, além dela.

Muitas vezes esse comportamento controlador, vem disfarçado como uma mãe que quer ser a melhor amiga do filho(a) e isso resulta numa relação ainda mais invasiva e sem o direito a privacidade, principalmente quando chega na adolescência, uma fase muito importante pelas mudanças e descobertas, o que já é naturalmente sentido de forma conflitante para a maioria dos adolescentes.

Na maior parte dos casos, essa forma de agir maternamente vem de conflitos relacionados a dependência e depressão. Muitas vezes o excesso de controle e atenção funciona como uma fuga quando a mãe se sente muito cobrada, vive uma relação afetiva disfuncional ou quando no passado já vivia esse problema comportamental com sua própria mãe.

Em casos mais graves, esse comportamento vira algo obsessivo, a mãe se recusa a aceitar que seu filho cresceu e que não precisa mais de tanta atenção e cuidado como antes. Com o temor do futuro desligamento natural, ela pode fazer o filho se sentir dependente e inferior para que ele não tenha coragem de sair de suas asas, apelando para a chantagem emocional.

O tratamento psicoterapêutico pode ajudar na busca do equilibrio emocional, diminuição da ansiedade, no resgate da autoestima, auto-varolização e por fim ela estará mais atenta a si mesma.

Relações disfuncionais levam ao desgaste emocional, estado de angústia permanente e desconfiança. O ideal para ambos é sempre ser verdadeiro falando o que incomoda com respeito, bom senso e que a confiança se estabeleça espontaneamente e nunca como uma forma de imposição.

É essencial que a filha(o) entenda principalmente se for ainda menor de idade que haverá momentos onde sua mãe será a pessoa mais adequada para tomar uma decisão sobre a sua vida. Juntas devem se ajudar para construir um entendimento saudável e livre favorecendo a independência de ambas.

3 comentários sobre “Mães que Sufocam os Filhos

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